28/06/2015

E se Deus fosse um de nós?

Por André Aloísio

Na música “One of Us” (“Um de Nós”), grande sucesso dos anos 90, composta por Eric Bazilian e interpretada por Joan Osborne, uma pergunta é frequentemente repetida: “e se Deus fosse um de nós?”. Na música, essa pergunta expressa um duplo desejo: primeiro, o de que Deus não fosse apenas um Deus grande, muito acima de nós, mas também um Deus próximo da humanidade; segundo, o de que pudéssemos ver Deus em nosso próximo, amando os nossos semelhantes. Talvez Bazilian não soubesse, mas esse duplo anseio é satisfeito no Cristianismo. Como disse o teólogo Bavinck: "Das profundezas do coração humano nasce um anseio: que Deus abra os céus e desça. No Cristianismo os céus se abrem e Deus desce à terra".

Em Cristo, o Deus eterno (Jo 1.1-3) se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Ele se tornou um homem semelhante a nós em todas as coisas e foi tentado em todas as coisas, mas sem pecado (Hb 2.14,17; 4.15). Como nós, Ele sofreu, e sofreu muito; Ele sabe o que é padecer (Is 53.3). Foi crucificado e morto pelos pecados do Seu povo (Mt 27.33-56). E agora, ressurreto dentre os mortos, à direita de Deus Pai, Jesus é alguém que entende os dilemas humanos e pode nos socorrer (Hb 2.17,18; 4.15,16). De fato, Jesus é “um de nós”, o “Emanuel”, o “Deus conosco” (Mt 1.23).

Mas, além disso, Jesus, esse Deus e Homem, formou um povo para Si, com todos aqueles que buscam socorro nEle, e fez deles o Seu próprio corpo (1Co 12.27). Isso é tão real que fazer o bem ou o mal a um dos membros do corpo de Cristo é fazer o bem ou o mal ao próprio Cristo (Mt 25.31-46; At 9.1-4). Assim, Deus é “um de nós” não apenas porque se fez homem, mas porque em nossos irmãos vemos a Deus, podendo amá-los de verdade (Jo 13.34,35). Isso não é panteísmo, aquela crença de que tudo é Deus. A questão não é que nós tenhamos nos tornado deuses, mas que Deus se tornou homem.

De fato, o Cristianismo satisfaz o duplo anseio expresso na música “One of Us”, que é o anseio de todo ser humano: em Cristo, Deus não é apenas o alto e o sublime, mas também aquele que habita com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15), e em Cristo, vemos a Deus nos cristãos. Satisfaça o seu desejo pelo “Deus conosco” buscando socorro em Jesus e, assim, viva a realidade de ser corpo de Cristo no mundo!

21/06/2015

O para-raios de Deus

Por André Aloísio

O para-raios é um aparelho usado para proteger edifícios, lugares e pessoas contra raios. Ao efetuar essa proteção, o para-raios não impede que o raio caia do céu à terra, pois isso é impossível. O raio cairá inevitavelmente. A proteção é realizada quando o para-raios atrai o raio sobre si mesmo, impedindo que ele caia em um local indesejado.

A Bíblia ensina que Deus é justo (Ne 9.33). Ele odeia e pune o pecado (Ex 34.7), de tal modo que a ira de Deus contra o pecado é inevitável (Na 1.2-3,6). Como um raio, a ira de Deus deve cair e fulminar aqueles que praticam o pecado. O salário do pecado é a morte (Rm 6.23), o inferno (Ap 21.8), a ira de Deus.

A boa notícia, porém, é que Deus mesmo providenciou um para-raios para proteger os pecadores contra a Sua ira. Esse para-raios de Deus é Jesus! O Senhor Jesus Cristo veio a este mundo para aplacar a ira de Deus, o que é chamado na Bíblia de “propiciação” (Rm 3.25,26). Ele não fez isso por impedir que a ira de Deus caísse sobre o pecado. Pelo contrário, ao ser levantado na cruz, como um para-raios, Jesus atraiu o raio da inevitável ira de Deus contra o pecado sobre Si mesmo, ao levar os pecados dos pecadores sobre Si: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. [...] Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Is 53.5,10). Na cruz, Jesus sofreu a ira de Deus em toda a intensidade, experimentando o próprio inferno (Mt 27.46).

Graças a Jesus, o para-raios de Deus, você pode ter proteção contra o raio da ira de Deus. Você não precisa pagar nada por esse para-raios: ele é absolutamente de graça (Jo 3.16; Ef 2.8). Apenas confie nele como a única proteção disponível contra o raio da ira de Deus e você estará a salvo (Jo 3.18,36).

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